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The Power of Experiment
de Alberto Altés, Lucinda Correia, Ana Jara (eds.)

de: Alberto Altés, Lucinda Correia, Ana Jara,

The Power Of Experiment é um projecto sobre as relações entre o ensino e a prática da arquitectura neste momento histórico enquadrando-se na Trienal de Arquitectura 2016 que questiona as práticas e o entendimento da arquitectura fora da dicotomia habitual: entre uma postura convencional, a do mercado, e outra relacionada com práticas socialmente interventivas. The Power Of Experiment nasce a partir do mote da Trienal – “A Forma da Forma”– e procura analisar, interpretar e desmontar os “modos de fazer”, isto é, as “condições de produção” da arquitectura e explora a ideia de uma “arquitectura expandida” que se foca sobretudo na utilidade e na diversidade das suas respostas e não apenas na ideia do projecto de arquitectura reestrito. The Power Of Experiment ou Novos Caminho para o Ensino da Arquitectura incorpora e nutre a ideia desse espaço expandido da prática, a partir do ensino que, no caso dos países nórdicos já deu passos no sentido de alargar o campo de pensamento e de acção dos futuros arquitectos durante o seu processo de formação. Mais, as razões da crescente perda do poder de intervenção da arquitectura têm muito a ver com o afastamento dos arquitectos das questões do seu tempo e com a tendência para a construção de um argumentário subjectivo que tende a colocá-los fora do campo das tomadas de decisão.

No ensino da arquitectura, há um modelo dominante que levanta questões porque é dirigido para uma certa forma de prática: a resposta à encomenda com um programa que poderemos considerar restrito. Este modelo é pouco propositivo e muitas vezes contorna as questões fundamentais por estarem fora da disciplina. É público que o ensino da Arquitectura em Portugal tem qualidade e é bastante bem considerado devido ao sucesso da prática de alguns arquitectos portugueses, facto que valida um certo tipo de correlação ensino-prática. No entanto, verifica-se alguma escassez de auto-crítica relativamente às formas de prática actuais, preconizada pelo mesmo sistema de ensino, reflectindo-se numa falta de autonomia generalizada. Isto para dizer que os arquitectos ainda se preocupam muito com “a arquitectura que produzem” e pouco com a “forma como produzem essa arquitectura”. É necessário começar a construir uma visão mais abrangente e posicioná-la no espaço de comunicação entre o ensino e a prática e para isso encontrar exemplos de práticas que se situem em contextos reais onde cada projecto/encomenda/proposta integra as múltiplas dimensões da complexidade dos territórios. A nossa experiência e as circunstâncias da nossa geração obrigaram-nos a questionar e dirigiram-nos inevitavelmente para um entendimento mais alargado da praxis assente na autonomia, na responsabilidade e numa forte ligação ao contexto local.

A Artéria chamou intencionalmente escolas de arquitectura periféricas porque são territórios de flexibilidade e de procura de identidade que abrem novos espaços de possibilidade e de experimentação. A ideia foi cruzar as escolas nórdicas com as escolas portuguesas do Minho e de Évora, que têm relativamente às escolas de Lisboa e do Porto uma posição satélite, devido à sua escala, permitiu-nos explorar essa atitude indagadora, mais plástica e aberta à experimentação.

15,50

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sobre o livro
Detalhes

Editora: Artéria – Humanizing Architecture
Data de publicação: 2016
Nº de páginas: 228