Ao longe, a liberdade. Ensaio sobre Techékhov
Um dia, num qualquer lugar, a rotina da servidão é interrompida por uma aparição: a liberdade está lá, ao longe, a acenar, indicando que outra vida é possível. A maioria, contudo, foge ao apelo. Prefere que nada aconteça. Com base nos contos e novelas de Anton Tchékhov, Jacques Rancière revela a tensão entre o tempo da repetição, da «impossibilidade de imaginar que as coisas possam ser diferentes», e o rasgo da liberdade, das possibilidades em suspenso. De conto em conto, irrompe na espessura cinzenta do quotidiano uma fuga sonhada, uma recusa silenciosa, um amanhecer incerto — visões mais ou menos evidentes ou confusas de uma «vida nova». AO LONGE, A LIBERDADE ressoa na nossa própria época: como esperar sem ilusões, como continuar a lutar pela liberdade num mundo saturado de resignação?
| autor/a | Jacques Rancière |
|---|---|
| editora | Orfeu Negro |
| ano de publicação | 2026 |
15,00 €






