Poéticas Do Nome Próprio, algumas hipóteses de leitura

Escrever sobre literatura em geral ou sobre poesia, sobre o mundo, exige um cuidado, como em tudo na vida, de análise, que, primeiro, não comprometa a abrangência do entendimento observado e, segundo, não ponha em causa a potencialidade do que acaba, em menor ou maior grau, por evidenciar e expor. Aquilo que se pode sugerir, que é o que acontece com este ensaio, faz-se a partir de um gesto que se afirma autónomo relativamente a lógicas mais ou menos generalizadoras e ziguezagueantes que, claro, menos como um confronto e mais como uma afronta, misturam as partes com o todo e o todo com as suas partes. Neste livro, porém, reafirma-se um sentido crítico académico que tem vindo a escassear. Se por um lado, o uso do nome próprio enquanto significante de uma identidade pessoal pode parecer a um primeiro ponto superficial, simples, óbvio, por outro, em  Poéticas do Nome Próprio, pode-se perceber que tal prática, sob um olhar atento, diz muito sobre os autores, sobre a escrita, sobre o nosso lugar no mundo, sobre possibilidades, etc.

 

autor/a
editora
ano de publicação 2026
n.º de páginas 112

8,00 

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