Sábado, 17 Janeiro | 18.00

Em defesa da revolução agrária no Brasil

Conversa
organização: revista Nova Aurora
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O Comité de Apoio à Revista Nova Aurora de Lisboa promoverá, no próximo 17 de Janeiro, às 18h, na Livraria Tigre de Papel (Rua de Arroios, 25), em Lisboa, uma apresentação dedicada à Revolução Agrária em curso no Brasil e à resistência histórica do povo brasileiro, trazendo à luz lutas sistematicamente silenciadas pelo monopólio de imprensa e pelo discurso oficial.

A iniciativa propõe uma análise crítica da formação social brasileira, marcada desde a invasão colonial pelo saque da terra, pela violência contra os povos originários e o campesinato e, hoje, pela submissão estrutural aos interesses do imperialismo, em particular o imperialismo ianque. Trata-se de uma realidade sustentada pelo latifúndio, pela grande burguesia e pelo velho Estado brasileiro semicolonial e semifeudal, que perpetua a exploração e a opressão das massas populares.

Neste contexto histórico, a Revolução Agrária surge como eixo central da luta popular no Brasil. Longe das falsas promessas de reformas institucionais, ela expressa a justa rebeldia do campesinato pobre e aponta para a destruição do latifúndio e das relações semicoloniais e semifeudais que travam o desenvolvimento das forças produtivas e mantêm milhões de trabalhadores rurais na miséria e na repressão.

A apresentação resgatará o legado de séculos de resistência indígena e camponesa, desde o século XVI até aos conflitos agrários contemporâneos, demonstrando que a luta pela terra e pela libertação nacional constitui um fio histórico contínuo na formação do povo brasileiro. Esta herança de combate alimenta a construção de uma nova cultura, de uma nova sociedade e de uma Nova Democracia, fundada no poder das massas e na organização popular.

Ao trazer este debate a Portugal, a actividade reafirma a importância da solidariedade internacionalista e do apoio às lutas do povo brasileiro, em especial do campesinato pobre, que hoje se encontra na linha da frente do confronto contra o latifúndio e o velho Estado, que são amparados pelo imperialismo. A resistência no Brasil é apresentada como parte integrante da luta dos povos do mundo contra a exploração do imperialismo e de seus lacaios locais.