Lisístrata

«Há dois elementos fundamentais da peça que tornam plausível o que começa por parecer simplesmente absurdo ao público masculino a que ela é dirigida: a seriedade do discurso em prol da justiça e o facto de o plano de Lisístrata resultar — ou seja, o facto de a «greve de sexo» e a tomada da Acrópole pelas mulheres forçarem Atenienses e Espartanos a fazer a paz. É assim que, depois do Prólogo e do Párodo, a acção dramática vai apresentando uma alternativa à perspectiva misógina do público: o absurdo torna-se plausível, cada vez mais «real», até que os valores inerentes a esse ponto de vista são desestabilizados. Todo aquele que, no início, tenha começado por colocar-se nessa perspectiva e rido das mulheres se vê posto em causa, de tal modo que, se continua a rir, agora, quer o saiba, quer não, é de si mesmo que ri.»

Da Introdução de LUISA BUARQUE e JOÃO CONSTÂNCIO

 

autor/a
editora
ano de publicação 2026
n.º de páginas 344
género: Teatro

17,00 

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