Miñán. Irmãozinho

“Naufrage. Vi essa palavra diante de mim pela primeira vez. «Cento e quarenta e quatro».
Não sabia que podia caber tanta gente num pequeno zodiac. Aprendi duas coisas novas naquela manhã e pareceu-me mais do que suficiente. «Oke», disse-lhe, «voltamos ao tranquilo?». E voltámos para Baba Hasán.
Deitei-me sobre umas caixas de papelão, fechei os olhos e comecei a pensar. Não compreendia. «Miñán, porque é que querias ir para a Europa? Não era isso que tínhamos combinado, disse-te que devias continuar a estudar, disse-te que tinhas uns olhos muito grandes».
Sim, olhos grandes e catorze anos, a última vez que o vi. Era um menino.”

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ano de publicação 2026
género: Memórias

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