De súbito no avesso da memória

E já mesmo no fim, deixo um breve poema de três versos, que irrompem de repente, como se o inconsciente nos falasse assim, muito de súbito, “no avesso da memória” ou nesse lugar desconhecido de nós próprios onde só a poesia nos consegue ainda dizer alguma coisa:

Raparigas bravias ociosamente
De súbito no avesso da memória
Que esplende no desejo que não lembra

Fernando Pinto do Amaral [do “Prefácio”]

autor/a
editora
ano de publicação 2025
género: Poesia

17,50 

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