Trinta Anos a Monte. A minha vida punk
Ao longo do relato de uma vida frenética, Gilles Bertin (19612019) abre-nos uma janela para a densidade dos meios punk e para a passagem à grande criminalidade no cruzamento com as lutas independentistas bascas. Este relato de fugas entre Espanha e Portugal mostra-nos desde as dificuldades do vício da heroína à chegada da sida. É um testemunho que nos dá a ver a aventura louca de um grupo de punks e anarquistas que protagonizaram um dos maiores roubos do século XX. Nesta autobiografia, Gilles Bertin mostra-nos o caminho que levou a que o cantor Cameras Silens organizasse o roubo da Brinks de Toulouse, em 1988. E depois é a fuga, a chegada a Espanha, a troca de identidade (…), a sobrevivência, a abdicação de tudo. É na chegada a Portugal que Gilles regressa ao mundo da música, ao abrir uma loja de discos (…).
Depois de alguns anos em Portugal, descobre que é seropositivo. Quando a doença piora, Gilles parte para Barcelona, e é nessa cidade que em 2016 toma a decisão de se entregar à justiça francesa. Em 2018, é condenado a 5 anos de pena suspensa. 11,8 milhões de francos e 30 anos de fuga mais tarde, Gilles Bertin permanece como esteio dessa memória punk e anarca europeia que vai desaparecendo.
(Em A Batalha – Jornal de Expressão Anarquista.)
Esta edição portuguesa inclui mais documentos visuais que a original francesa, para além de uma Banda Desenhada de 24 Páginas de José Smith Vargas, celebrando a actividade da loja de discos TORPEDO.
| autor/a | Gilles Bertin |
|---|---|
| editora | Chili com Carne |
| ano de publicação | 2026 |
15,00 €





